Desclassificado

Estudante fotografa um disco sobre Ouro Preto.

1969 · Ouro Preto · MG · Ministério da Aeronáutica

Código de referência
BR DFANBSB ARX.0.0.104
Período
1969
Local
Ouro Preto · MG
Órgão
Ministério da Aeronáutica
Documentos
Recorte de imprensa
Páginas
1

Resumo do caso

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Em 1969, um recorte de imprensa preservado no acervo do Arquivo Nacional registrou relatos de aparições de objetos voadores não identificados no distrito de Saramenha, em Ouro Preto (MG). Segundo a reportagem, seis pessoas em pontos diferentes — entre elas um motorista de ônibus, um engenheiro, um operário e duas crianças — descreveram terem visto objetos luminosos voando a baixa altitude, e um estudante da Escola de Minas teria fotografado um deles. O texto associa os episódios a um apagão de cerca de 15 minutos no bairro, cuja causa os técnicos da companhia elétrica não teriam conseguido explicar. O documento integra o fundo "Objeto Voador Não Identificado" do SIAN (código BR DFANBSB ARX.0.0.104) e reproduz testemunhos da época, sem comprovação oficial dos fatos relatados.

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sa BK (ua Estudante fotografa um “disco sôbre Ouro Prêto BELO HORIZONTE (M) — Seis pessoas, em pontos di- ferentes, em Ouro Prêto, viram objetos misteriosos voando baixo no distrito de Saramenha. Um estudante da Escola de Minas conseguiu fotografar um dos OVNI, que também as- sustaram um motorista de ônibus, um engenheiro, duas crian- ças e um operário. Enquanto os “Discos Voadores” apare- ciam sôbre o bairro, a luz se apagou em tôdas as casas por 15 minutos. A primeira aparição dos engenhos foi pela manhã, quan- do alguns alunos de Geologia da Escola de Minas chegavam a Saramenha, para fazer estudos de mineralogia nas serras. Um dos jovens, Dimas Guedes, conversava com o motorista do ônibus, Osmar Francisco, quando êste gritou: “Nossa Se- nhora, que é aquilo no céu?”. Dimas não conseguiu ver nada, porque é míope. Mesmo assim, ajustou sua máquina e bateu fotografias da região indicada pelo motorista. Quando o filme foi revelado, êle viu coisas arredondadas nas chapas. O motorista ha- via dito que essas «coisas» estavam se deslocando em zi- gue-zague no céu. Enquanto o estudante batia as fotografias. “dois meninos, a 3 km de distância. viam a mesma coisa. João Luis. de 5 anos e Maria Isabel, de 7 anos. filho do médico Perci- val da Costa Caldeira, volta- ram correndo para casa, con- tando para o pai e para à mãe que tinham visto os ob- jetos voando. OUTRA VEZ A notícia correu célere em Saramenha A noitinha, cêrca das 19 horas. o engenheiro Júlio Jacó terminou de jan- tar e foi para a varanda da casa. Ouviu gritos do seu co- lega e vizinho Antônio Car- los ocorreu para a rua. Viu, então, “objetos luminosos fazendo luções, em forma de parábolas, a baixa altitude. «Os objetos pareciam estar caindo Ví nitidamente quan- do sobrevoaram a rêde de alta tensão da CEMIG, que leva energia à fábrica de Sa- ramegha — contou o eng. Júlio Jacó. Para melhor observar os objetos voadores não iden- tificados, o engenheiro entrou em casa para apanhar o bi- nóculo. Mas quando voltou, não viu mais nada. Nessa hora, tôdas as lâmpadas se apagaram em Saramenha. TUDO PERFEITO Quando o fornecimento de eletricidade foi interrompido, os técnicos foram chamados para consertar o defeito na aparelhagem. Trabalharam por longos minutos, percor- rendo grande trecho da rêde, porém não conseguiram des- cobrir nada de anormal, Tudo estava perfeito. Dentro da subestação, outros técni- cos, ainda, procuravam algum defeito quando as luzes se acenderam. Ninguém pode explicar como surgiu o «black- out». SINAIS ESTRANHOS Duas horas depois. o estu- dante Marco Antônio Vom Krueger estava assistindo te- levisão em casa, quando o aparelho começou a funcionar mal. Apareciam listras no «vídeo» e sinais estranhos sur- giam no alto-falante. Quan- do a televisão melhorou, o estudante sentiu que preci- sava ir à janela, Uma fórça estranha o atraía inexplica- velmente. Éle reagiu e conse- guiu ficar sentado e, olhando pela janela. viu alguma coisa se deslocando na escuridão. CLARÃO FORTE A 2 quarteirões da casa de Marco Antônio, um operário acabava de descer do ônibus e caminhava para casa. Ia de cabeça baixa, enquanto su- bia o móôrro.. E êle viu o ob- jeto». Acima do morro, algo enorme estava parado no ar, no meio de um clarão forte. O operário disse que ouviu sons pausados e abafados. Ficou tão assustado que des- ceu o môrro, tomou o ônibus de nôvo e foi dormir na ci- dade, ARX, 404, 4/1

Fonte: Arquivo Nacional, fundo Objeto Voador Não Identificado (SIAN) — código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.104.